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Em 2008, Lineu Bravo foi destaque da Brazilian Guitar Magazine (BGM), revista eletrônica que aborda o universo do violão brasileiro. São 12 perguntas de Vinicius de Abreu sobre diversas questões, como:

– O interesse pela arte de construir instrumentos musicais;

– O início do luthier na construção de violão;

– Os elogios de músicos sobre seu trabalho;

– A experiência de construir violões para um quarteto;

– O uso da escala elevada;

– A preferência por um instrumento em especial;

– Entre outros assuntos…

Selecionamos três perguntas e depois colocamos a matéria completa. Confira!

Vinicius de Abreu: Você iniciou na luteria construindo apenas cavacos e bandolins. Como foi a transição para o violão?

Lineu Bravo: Esses eram os instrumentos que eu tocava, eu fazia para mim mesmo. Foi importante esse longo período, pois mesmo tendo a luteria como hobby, essa atividade me ajudou a entender muitos conceitos de acústica aplicada. Observe que o cavaco, embora trabalhe mais ou menos uma oitava acima do violão, tem uma extensão na escala musical de aproximadamente 80% da do violão e um tampo muito, mas muito menor para ser trabalhado. Se você consegue construir bons cavaquinhos, creio que tem uma boa chance de construir bons violões. Pelo menos comigo foi algo assim que ocorreu, meus primeiros violões já soavam de maneira bastante razoável.

Vinicius de Abreu: Os músicos costumam elogiar seus violões pelo equilíbrio sonoro, acabamento e tocabilidade. Como alia todas essas qualidades no mesmo instrumento? O que você acha que ainda pode ser melhorado em seus violões?

Lineu Bravo: Segundo meus clientes, os pontos altos de meus violões são equilíbrio, timbre, afinação, tocabilidade e acabamento. Os pontos que desejo aprimorar em meus violões são equilíbrio, timbre, afinação, tocabilidade e acabamento! (risos)

Vinicius de Abreu: Há algum tempo você construiu o violão do Maogani. Pode falar um pouco sobre a experiência de construir violões para um quarteto? O Saulo Dantas Barreto (luthier de violinos), por exemplo, quando recebe encomendas para quartetos de cordas, utiliza madeiras da mesma árvore e procura fazer instrumentos “irmãos”. Existe algo parecido com os violões?

Lineu Bravo: Fazer esses violões para o Quarteto Maogani foi um dos maiores desafios que já enfrentei. Foram cinco instrumentos para quatro grandes músicos com altíssimo nível de exigência. Porém não houve essa preocupação em fazer instrumentos “irmãos”, pois no quarteto a função de cada integrante é específica. O que todos os violões têm em comum são faixas e fundo em Jacarandá Indiano e escala elevada, porém têm grandes diferenças entre si: um oito cordas de Cedro, um oito cordas de Abeto, um sete cordas de Cedro, um seis de Abeto e um requinto também de Abeto.

Reportagem completa da Brazilian Guitar Magazine sobre o luthier brasileiro Lineu Bravo:

Lineu Bravo na Brazilian Guitar Magazine

Lineu Bravo na Brazilian Guitar Magazine

Imagens: Fernando Mori Miyazawa e BGM/Divulgação

- Site da Brazilian Guitar Magazine 

Facebook de Lineu Bravo Luthier

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