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Lineu Bravo e o artista plástico Felipe Rezende: parceria de sucesso

Violão personalizado para cantora famosa e obra exposta em uma rede de hotéis estão entre os projetos da dupla

 

O luthier Lineu Bravo possui em sua oficina, em Taubaté, uma obra de arte com seu retrato, feita pelo amigo e talentoso artista plástico Felipe Rezende. O artista se baseia em emoções que tenta transmitir das pessoas que conhece para retratá-las e, este trabalho com Lineu surgiu de uma sessão de fotos que fizeram: “Dei de presente a ele sobre um pedaço de madeira, que é a matéria de trabalho dele”, conta Felipe.

Obra de Felipe Rezende na oficina de Lineu Bravo

Obra de Felipe Rezende na oficina de Lineu Bravo

Essa obra com o rosto do luthier também está exposta em uma famosa rede de hotéis. Felipe iniciou em 2016 uma parceria com a rede Ibis, quando participou de um projeto de revitalização do saguão e do restaurante da unidade de Taubaté, em conjunto com outros dois profissionais: a arquiteta Carol Miranda e o restaurador de móveis Roberto Clay Nelsen, da Balaco Baco Reformas Criativas, de Taubaté. Na ocasião, o artista plástico desenvolveu os murais lá expostos.

Após a realização desse projeto, Felipe recebeu um convite para uma proposta em outra unidade da rede, um Ibis Styles, em São Paulo, localizado na Avenida Faria Lima, que tem o tema “Street Art”. A proposta do artista plástico foi selecionada, o que resultou em trabalhos em todo o saguão, recepção, restaurante e espaço fitness do hotel. Para a identificação dos banheiros masculinos e femininos, Felipe escolher utilizar retratos de amigos: entre eles, o luthier Lineu Bravo e Junior Guimarães (Tapa Olho Experimental).

Lineu Bravo exposto no hotel Ibis, em São Paulo

Lineu Bravo exposto no hotel Ibis, em São Paulo

Obra de Felipe Rezende no Hotel Ibis

Obra de Felipe Rezende no Hotel Ibis

Obra de Felipe Rezende no Hotel Ibis

Obra de Felipe Rezende no Hotel Ibis

O artista Felipe Rezende em frente à fachada do Hotel Ibis da Avenida Faria Lima, em São Paulo

O artista Felipe Rezende em frente à fachada do Hotel Ibis da Avenida Faria Lima, em São Paulo

Felipe Rezende, Lineu Bravo e o violão para Zélia Duncan

Luthier e artista plástico pensando juntos: Lineu Bravo e Felipe Rezende idealizaram um projeto de customizar instrumentos com grafite para artistas, entre eles, Zélia Duncan. A ideia e a arte do violão personalizado da cantora e compositora foram criadas em conjunto pelo luthier e pelo artista, entre 2015 e 2016.

Felipe Rezende conta que a parceria com Lineu surgiu quando se aproximaram devido ao grafite que fez na casa do luthier: “Acabamos ficando amigos e um dia ele me contou sobre essa ideia de interferir artisticamente nos violões, com o intuito de presentear alguns músicos que ele admira, entre eles, a Zélia”.

Foram seis meses de trabalho até o dia da entrega do projeto para a cantora Zélia Duncan. Nesse período, pensaram em muitos fatores: tema, imagem, conceito, e pesquisaram sobre a vida da Zélia. O artista conta como foi o processo: “Descobrimos que ela era fã da Joni Mitchell e, a partir disso, entramos em processo de produção: eu no meu ateliê e o Lineu na oficina. Ele me entregou o violão aberto, onde pude desenhar e escrever poesias dentro da caixa. Quando terminou o violão, me entregou para que eu pintasse por fora.

A Joni Mitchell ficou na frente e decidi fazer uma imagem da Zélia na parte de trás, porque tinha achado, nas pesquisas, essa foto linda, em que ela aparenta estar abraçando o violão como um presente. Depois disso, o Lineu fez acabamento com verniz no instrumento e me entregou o case. Espirrei tinta nele todo, como se fosse por acaso.”. Em outubro de 2016, Lineu Bravo foi a um show de Zélia e entregou o presente.

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Na frente do instrumento, Felipe grafitou a imagem de Joni Mitchell, uma cantora, artista plástica e poetisa canadense:

frente-2Já nas costas, o violão leva o rosto de Zélia Duncan, também feito em grafite pelo artista:

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Fotos: Pedro Ivo Prates

Felipe Rezende, (ifi)

Felipe é graduado em Arquitetura e Urbanismo, Pós-Graduado em Linguagens Artísticas e Mestre em Planejamento e Desenvolvimento Regional. Atua como professor de Arquitetura e Urbanismo na Faculdade Anhanguera, em Taubaté- SP e participa do núcleo de Pesquisa CNPQ, na linha de desenvolvimento econômico em Taubaté, e do GPTEC, Grupo de Pesquisa da Paisagem, Território, Tecnologia e Cultura, ambos da UNITAU.

Também ministra oficinas culturais em escolas e fundações. Além  disso, mantém o espaço Casa Oficina, em Taubaté, onde reside e desenvolve sua produção na criação de projetos de arquitetura, artes visuais, re-desing e moda.

O artista experimenta diversos suportes e busca imprimir as ideias, seja através da palavra, pintura, impressão, chão, telas, paredes, tecido tornando o como uma questão secundária.

Sobre Zélia Duncan

Zélia Duncan nasceu em Niterói (RJ), mas foi criada em Brasília. E foi na capital do país que ela fez seu primeiro show, aos 16 anos. Voltou ao Rio em 86. Em 1989 fez o show “Zélia Cristina no caos” e no ano seguinte lançou seu primeiro CD, chamado “Outra Luz”. Em 1991, Zélia foi para os Emirados Árabes, onde compôs algumas de suas mais famosas canções, como “Catedral”. Em 1994, aconteceu a grande ascensão na carreira da cantora: gravou, pela Warner, o CD “Zélia Duncan”, um dos melhores discos da história da Música Brasileira. Zélia ganhou muitos prêmios, incluindo os da revista “Billboard” e se tornou uma das grandes vozes nacionais.  Possui uma voz única e incomparável, e também se revelou excelente letrista e violonista, sendo, junto com Marisa Monte, Adriana Calcanhoto, Cássia Eller, o maior nome feminino da nova geração da MPB.

 

Sobre Lineu Bravo

Lineu Bravo é luthier autodidata, apreciador de boa música e morador da cidade de Taubaté, São Paulo. Desde cedo desenvolveu intimidade com a madeira na marcenaria do pai. Construiu o primeiro instrumento aos 14. Desde então, seus violões, cavacos, bandolins e violas têm ido parar nas mãos de grandes músicos. Guinga, Marcus Tardelli, Marco Pereira, João Bosco, Yamandú Costa, Chico Buarque, Ulisses Rocha, Hamilton de Holanda, Ângela Muner, Rogério Caetano, Maurício Carrilho, Luciana Rabello, João Lyra, Maurício Marques, Edson Lopes, Alessandro Penezzi, Juarez Moreira, Fernando César, Jayme Vignoli, Flávio Apro, Giacomo Bartoloni, Swami Jr, Rosa Passos, Ana Carolina, Zé Paulo Becker, Douglas Lora e todos os integrantes do Quarteto Maogani são alguns deles.

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