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Nascido em Recife, o músico canta suas próprias composições e transforma em versos as questões de nosso tempo

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O luthier Lineu Bravo foi surpreendido recentemente assistindo na televisão o show “Em Trânsito” do músico Lenine. Durante o espetáculo, Lenine canta acompanhado por sua banda e tocando vários violões. Em determinado momento, ele toca sem a banda um violão Lineu Bravo, para a surpresa do luthier, que no mesmo momento reconheceu o instrumento.

Lineu Bravo conta que desconhece mais detalhes sobre a descoberta: “Reconheci ser um instrumento construído por mim, mas não sei qual é, nem como foi parar em suas mãos”. O mistério do violão Lineu Bravo nas mãos de Lenine continua, e o luthier lança a pergunta: “Será que alguém pode ajudar a solucionar o mistério?”.

Sobre Lenine

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Lenine é um artista brasileiro que canta suas próprias composições, transformando em versos as questões de nosso tempo. Para ele, palavra e música andam juntos desde sempre.

Nascido no Recife, em 2 de fevereiro de 1959, tem como primeiras referências musicais: Ângela Maria, Cyro Monteiro, Bach, Chopin, Jackson do Pandeiro, Miltinho, Ary Lobo e Dorival Caymmi.

Sobre sua música, Lenine explica: “Dizem que faço uma música que agrega manifestações musicais brasileiras e de outros cantos do mundo. Sons que não se encaixam em um único gênero e desconhecem limites. Eu concordo. Pelo menos, é o que tento!”.

Lenine foi para o Rio de Janeiro no final dos anos 70, em busca de crescimento no meio musical.

Com amigos compositores, seguiu seu caminho compondo  e criando, tentando sobreviver produzindo regional com MPB, em uma época em que o mercado só trabalhava com o rock. “Não foi fácil, mas certamente foi fundamental pro que faço hoje.”, conta Lenine.

Sobre os talentos com quem fez parceira ao longo da carreira: “Tenho a felicidade de ter sido gravado por muitos talentos que permeiam todos os tipos de som. Elba foi a primeira a gravar uma canção minha, depois vieram Fernanda Abreu, O Rappa, Milton Nascimento, Maria Rita, Maria Bethânia e muitos outros que confirmaram que minha verdadeira vocação é a composição.”

Lenine, que adora produzir e sempre faz seus próprios CDs, foi convidado a trabalhar com alguns amigos. Produziu “Segundo” de Maria Rita, “De uns tempos pra cá” de Chico César, “Lonji” de Tcheka, cantor e compositor do Cabo Verde, e “Ponto Enredo” de Pedro Luis e a Parede.

Sobre suas obras: “De todos os meus CDs, elejo o “Olho de Peixe” como o mais importante de minha carreira, porque foi com ele que eu descobri que a música poderia me levar a qualquer lugar. É o que faço até hoje, e que pretendo continuar fazendo por muito tempo.”.

Sobre Lineu Bravo

Lineu Bravo é luthier autodidata, apreciador de boa música. Desde cedo, desenvolveu intimidade com a madeira na marcenaria do pai. Construiu o primeiro instrumento aos 14. Desde então, seus violões, cavacos, bandolins e violas têm ido parar nas mãos de grandes músicos. Guinga, Zélia Duncan, Marcus Tardelli, Marco Pereira, João Bosco, Yamandú Costa, Chico Buarque, Ulisses Rocha, Hamilton de Holanda, Ângela Muner, Rogério Caetano, Mauricio Carrilho, Luciana Rabello, João Lyra, Mauricio Marques, Edson Lopes, Alessandro Penezzi, Juarez Moreira, Fernando César, Jayme Vignoli, Flávio Apro, Giacomo Bartoloni, Swami Jr, Rosa Passos, Ana Carolina, Zé Paulo Becker, Douglas Lora e todos os integrantes do Quarteto Maogani são alguns deles.

Informações

A oficina de Lineu Bravo Luthier está localizada em Taubaté, na região do Vale do Paraíba, a 130 quilômetros de São Paulo.

Informações: lineu@lineubravo.com.br

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