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Conheça um pouco mais da carreira desses talentosos músicos que tocam instrumentos construídos por Lineu Bravo

Um encontro de clientes especiais do luthier Lineu Bravo aconteceu recentemente em Curitiba: o músico curitibano Lucas Melo e o maranhense Francisco Solano, integrante do Regional Tira Teima, grupo de choro mais antigo em atividade em São Luís (fundado em 1973). Ambos portando um 7 cordas construído por Lineu, especialmente para eles, cada um com a sua história.

Sobre esse encontro, Lucas Melo conta:
“Conheci o Francisco Solano em 2017, quando ele esteve com o Regional Tira Teima em Curtiba, onde tive o prazer de recebê-los e dar uma canja com eles. Me dei muito bem com o Solano e fizemos um som legal juntos, ele é um cara muito gente boa e que sabe tudo de 7 Cordas”.

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Lucas Melo

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Músico curitibano, é violonista de 7 cordas do tradicional Conjunto Choro e Seresta (regional de choro com 44 anos de existência) e também atua como professor no Conservatório de MPB de Curitiba.

Lucas estudou música na escola Jean Jacques Rousseau e no Conservatório de MPB de Curitiba, onde desenvolveu, com os músicos Sergio Albach e Claudio Menandro, a linguagem do choro e do violão brasileiro.
Em 2015, gravou o CD instrumental “Papo de Xara” com o cavaquinhista Lucas Miranda.
Como professor, foi convidado a ministrar aulas na Oficina de Choro da Faculdade de Artes do Paraná (2011), no Conservatório de MPB de Curitiba (2012) e na EPM Rotterdam e na Casa do Choro de Toulouse (2015).
Já se apresentou no Brasil e em diversos países ao lado de músicos como Rogério Souza, Mario Seve, Antônio Rocha, Ronaldo do Bandolim, Dirceu Leite, Ana Paula da Silva, Ceumar, Toninho Carrasqueira, Joao Macacão, Rafael Toledo, Sérgio Albach, Julião Boêmio, Daniel Migliavacca, entre outros.

Além de atuar como instrumentista em espetáculos musicais diversos, também atua na produção de arranjos, gravações, e projetos culturais em Curitiba.

Lucas Melo e o violão Lineu Bravo
Lucas adquiriu o violão 7 cordas construído pelo luthier Lineu Bravo no ano de 2010, porém foi roubado em 2011. O músico conseguiu recuperar o violão em 2016.

Ele ficou sabendo do trabalho do luthier por meio de outros violonistas, como Marco Pereira e Rogerio Caetano, também clientes de Lineu e que indicaram seu trabalho ao músico.

Lucas Melo deixou um depoimento sobre o instrumento que possui, um 7 cordas: “O instrumento do Lineu é único, com timbre maravilhoso e depois que comecei a usá-lo em shows e gravações não quis mais nenhum outro. Houve uma situação infeliz em 2011 em que sofri um assalto  e me levaram o violão, e apenas consegui recuperá-lo 5 anos depois, em 2016. Desde então, não me separo mais do meu violão.”

Francisco Solano

O maranhense Francisco Solano é técnico e músico por hobby. Integra o Tira Teima, mais antigo grupo de choro do Maranhão em atividade.

Francisco é presidente do Clube do Choro do Maranhão e titular do violão sete cordas do Tira Teima.

Em entrevista ao site O Imparcial, Francisco conta que acredita que a roda de choro é a maior escola: “A escola do choro é a roda. Você pode ir para escola de música desenvolver técnica, mas a escola do choro é a roda, não tem outro caminho. O choro nasceu assim e só tem valor se for assim, no meu entender.”

Francisco também falou sobre sua maior referência musical, Dino 7 Cordas: Pra mim a grande referência foi uma pessoa que eu tive o prazer de conversar, de ele me dizer muita coisa, que foi Dino. O Dino é a grande referência para o sete cordas. Eu acho que só existe sete cordas por causa dele, a forma de tocar sete cordas foi criação dele.”

O músico afirmou gostar do trabalho de músicos novos como Gian Correa, de São Paulo, Rogério Caetano, também cliente de Lineu Bravo, Zé Barbeiro e Luiz Filipe. Segundo Francisco, o violão mais tocado no Brasil é o sete cordas: “Pra onde você vai tem um tocando, e muita gente muito boa.”

Sobre Lineu Bravo

Lineu Bravo é luthier autodidata, apreciador de boa música. Desde cedo desenvolveu intimidade com a madeira na marcenaria do pai. Construiu o primeiro instrumento aos 14. Desde então, seus violões, cavacos, bandolins e violas têm ido parar nas mãos de grandes músicos. Guinga, Zélia Duncan, Marcus Tardelli, Marco Pereira, João Bosco, Yamandú Costa, Chico Buarque, Ulisses Rocha, Hamilton de Holanda, Ângela Muner, Rogério Caetano, Mauricio Carrilho, Luciana Rabello, João Lyra, Mauricio Marques, Edson Lopes, Alessandro Penezzi, Juarez Moreira, Fernando César, Jayme Vignoli, Flávio Apro, Giacomo Bartoloni, Swami Jr, Rosa Passos, Ana Carolina, Zé Paulo Becker, Douglas Lora e todos os integrantes do Quarteto Maogani são alguns deles.

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