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Lineu Bravo será homenageado pela Câmara de Taubaté


No dia 22 de agosto, o luthier Lineu Bravo será homenageado no Dia do Folclore pela Câmara Municipal de Taubaté. A solenidade vai acontecer na Casa do Figureiro de Taubaté, às 19h. Além do luthier, também será homenageado o projeto coletivo de Arte Itinerante “Cultura Nakombi.”

Lineu Bravo tem mais um motivo para gostar da cidade que valoriza este grande talento da luthieria. “Fiquei surpreso e lisonjeado por ser homenageado. Fico feliz porque sou dedicado a munir artistas muito importantes à cultura e música popular brasileira.”

O luthier nasceu em Sorocaba e está em Taubaté desde 2008. Ele se encontrou em várias qualidades do município e a tem como ideal para seu trabalho e também para viver. Quer saber sobre a relação de Lineu com Taubaté? Confira aqui: (http://www.lineubravo.com.br/lineu-bravo-luthier-amor-a-primeira-vista-por-taubate/).

A homenagem a Lineu Bravo foi uma iniciativa da vereadora Gorete que conheceu seu trabalho na mídia e ficou encantada. “Pegar um pedaço de madeira e transformar em um instrumento, e não é qualquer um, é muito bom, ainda mais com uma ótima sonoridade. Decidimos valorizar o belo trabalho de Lineu, que é apreciado mundialmente, mas ainda é pouco conhecido aqui na cidade.”

Na solenidade do Dia do Folclore também será prestigiado o projeto de Arte Itinerante “Cultura Nakombi”, que tem como objetivo levar arte e cultura para comunidades em situação de vulnerabilidade social utilizando uma Kombi com um estúdio de áudio e vídeo.

Homenagem ao luthier Lineu Bravo no dia do Folclore

Local: Casa do Figureiro.

Horário: 19h.

Por Mayara Fujikake

- Site da Casa do Figureiro 

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- Assista aos vídeos do Lineu Bravo no Youtube

Lineu Bravo Luthier: amor à primeira vista por Taubaté

Em busca de uma cidade do interior, mas que também oferecesse suporte e tivesse uma boa infraestrutura, Lineu Bravo encontrou Taubaté, no Vale do Paraíba, em São Paulo. Segundo ele, foi amor à primeira vista.

“Eu queria um dia a dia de trabalho com qualidade de vida. Aqui, você se desloca com mais facilidade, tem menos tráfego. Em Taubaté, eu tenho a vida interiorana”, afirma.

Localização

Uma das razões que mais atraiu o luthier foi a da boa localização do município. Ele afirma que lhe agradou a proximidade de Taubaté com as capitais São Paulo e Rio de Janeiro, também com a Serra da Mantiqueira e o Litoral.

No entanto, Lineu ressalta um fato um pouco incômodo na cidade: “O município tem um tamanho fantástico, tem uma estrutura de produtos e serviços completa, tem tudo que a gente precisa. Só falta um supermercado 24 horas. O problema é que Taubaté fecha às 22h.”

Matéria-prima em comum

Lineu Bravo faz parte do projeto “Brasil feito à mão”, coordenado pelo escultor Fernando Ito, no qual artistas divulgam suas obras e fazem encontros culturais na região do Vale do Paraíba. Para o luthier, Ito é um dos maiores incentivadores da arte na cidade.

A amizade dos dois surgiu de uma especial afinidade: o carinho pelo trabalho manual em madeira. Conhecedor do assunto, Fernando Ito admira a habilidade do colega com o violão: “Lineu tem um trabalho refinado, de uma técnica bem aguçada, detalhes nos acabamentos muito bem feitos. Ele é primoroso naquilo que faz. Tem destreza no trabalho.”

Fernando Ito e Lineu Bravo na inauguração da Escola de Xilogravura no Hotel Olavo Bilac

Fernando Ito e Lineu Bravo na inauguração da Escola de Xilogravura no Hotel Olavo Bilac

Cultura

De acordo com o luthier, o fato de viver em uma região que possui riqueza histórico-cultural, onde várias personalidades, como Monteiro Lobato, Mazzaropi, e Elpídio dos Santos fizeram história, faz com que o Vale do Paraíba possua um ar inspirador.

“Taubaté é uma cidade aconchegante e acolhedora. A qualquer momento a gente encontra pessoas interessantes e consegue trocar figurinhas de uma maneira muito agradável”, finalizou o artesão Lineu Bravo.

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Por Mayara Fujikake

Desafio de Lineu Bravo Luthier

Em 2005, durante um masterclass, o violonista tcheco Pavel Steidl, ao falar sobre interpretação musical, aconselhou os alunos a ouvirem música. Não ouvir apenas violonistas, mas também outros instrumentos, orquestras, quartetos, óperas, enfim tudo aquilo que possa apurar no indivíduo o senso de beleza musical.

Imediatamente, fiz um paralelo com minha busca e percebi que aquilo que espero de um violão não são as qualidades de um Hermann Hauser, de um Antonio Torres, um Manuel Ramirez ou um Santos Hernandez, até porque não creio que alguém um dia consiga esta proeza. Cada instrumento é único, assim como cada artesão.

Filetes Tampo Lineu Bravo Luthier

O que espero de meus instrumentos é uma qualidade musical que pode ou não ser comparada à de violões consagrados, mas que, sobretudo inspire o violonista, comunique-se com ele, lhe ofereça prazer em expressar sua música.