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Papo Vanguarda: “Uma madeira na mão e um som na cabeça”

Assim o luthier Lineu Bravo explica ao apresentador Vinícius Valverde, no programa “Papo Vanguarda”, da Rede Vanguarda, afiliada da Rede Globo no Vale do Paraíba, Litoral Norte de São Paulo, Serra da Mantiqueira e Região Bragantina, sua peculiar intuição e busca incessante pelo som perfeito. Lineu Bravo foi uma das estrelas da reportagem de 8 de dezembro de 2013. “Eu costumo brincar e ‘plagiar’ o Glauber Rocha, que diz: ‘Uma câmera na mão e uma ideia na cabeça’, no meu caso não, no meu caso é ‘Uma madeira na mão e um som na cabeça’. Eu corro atrás deste som”, afirmou o luthier ao explanar o “temperar” da sonoridade, no processo de construção dos instrumentos artesanais. Entre os assuntos abordados, estava o início de sua carreira como profissional que constrói violões e cavaquinhos. Quando criança, a frase que predominava no discurso do pequeno Lineu era: “Vai sobrar?” ao seu pai marceneiro, sempre à procura de material para construir suas “invenções” em madeira. Lineu também conta a brincadeira que fez com Chico Buarque e a situação marcante que teve com Yamandú Costa. Ficou curioso? Assista!

Lineu Bravo no programa Papo Vanguarda

Ainda no programa houve a participação do violonista taubateano Nico Ferreira tocando um violão Lineu Bravo.

Nico Ferreira toca violão Lineu Bravo no Papo Vanguarda

 Por Mayara Fujikake

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Papo Vanguarda entrevista Lineu Bravo Luthier

Lineu Bravo Luthier no Papo VanguardaNeste domingo, dia 8 de dezembro, você tem um motivo a mais para ficar ligado na TV no fim de noite. O luthier Lineu Bravo será entrevistado no programa “Papo Vanguarda”, da Rede Vanguarda, afiliada da Rede Globo no Vale do Paraíba, Litoral Norte de São Paulo, Serra da Mantiqueira e Região Bragantina. “Papo Vanguarda” vai ao ar depois do programa humorístico “Junto e Misturado”.

Em um bate papo descontraído, o apresentador Vinícius Valverde abordou vários assuntos com Lineu Bravo, como a profissão de luthier, histórias curiosas e música. A reportagem contou também com a participação do talentoso violonista taubateano Nico Ferreira.

Lineu Bravo mora em Taubaté desde 2008. Ele nasceu em Sorocaba e encontrou várias qualidades do município do Vale do Paraíba, tanto para exercer o seu trabalho com a produção de violões e cavaquinhos, quanto para viver.

Cativado com a simpatia do apresentador, Lineu Bravo afirmou ter curtido o papo. “Foi bem legal, a equipe foi recebida no meu ateliê e o Vinícius é muito simpático”, conta Lineu.

Então, não perca! Domingo, depois de “Junto e Misturado”, Lineu Bravo Luthier na Vanguarda!

Por Mayara Fujikake

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Lineu Bravo é capa do Diário de Taubaté

Lineu Diário de TáubatéConfira a matéria “Violões feitos em Taubaté vão para todo o país”, no Diário de Taubaté, em 27 de setembro:

O artesão Lineu Bravo é um luthier que faz sucesso no Brasil com seus instrumentos profissionais feitos sob medida no Vale do Paraíba

Por Alessandra Maria – Vale Repórter Unitau

Digite a palavra “luthier” no Google, e, depois do link da Wikipedia, Lineu Bravo será o primeiro registro da lista. Um profissional como ele precisa ser facilmente encontrado pelos músicos de todo o país. Lineu já fez instrumentos para várias estrelas da música brasileira, como Chico Buarque, Ana Carolina, Guinga, entre muitos outros. E, sim, ele mora e se dedica à arte de construir violões, cavaquinhos e bandolins na cidade de Taubaté (SP).

A habilidade de Lineu com madeira começou há muito tempo, em Sorocaba (SP), sua cidade natal. Quando era apenas uma criança, ele gostava de perguntar ao pai: “Vai sobrar alguma coisa?” O que o menino queria eram apenas os restos de madeira do trabalho do pai marceneiro. Com os “presentes” que recebia do pai, o jovem Lineu gostava de construir os seus próprios brinquedos feitos de sobra da madeira. Já seu primeiro contato com a música foi por conta da mãe, que vivia a cantar e a ouvir rádio, pois gostava muito de música. Aos 10 anos, Lineu aprendeu sozinho a tocar cavaquinho.

Aos poucos, o jovem foi se distanciando do seu hobby com a madeira. Trabalhou em uma loja de materiais de construção e, mais tarde, chegou a fazer dois anos de faculdade de Direito. Mas as coisas não estavam dando certo. Ele estava ‘quebrado’, sem emprego, sem dinheiro, sem expectativas. Era final dos anos 90, e uma ‘febre’ de pagode dominava o país. Foi quando Lineu decidiu fazer uns cavaquinhos para vender. De começo, não deu muito certo, pois suas criações não venderam rápido. A vida toda ele já havia feito vários instrumentos como hobby, mas construir um violão, isso ele nunca havia experimentado. Apareceu então, um amigo que lhe emprestou um violão de boa qualidade, e Lineu tentou fazer seu primeiro violão na mesma linha desse instrumento. Depois disso, sua vida se desenrolou e a dificuldade encontrada na venda dos cavaquinhos não existiu com a venda dos violões. O destino não conseguiu separar o Bravo luthier da madeira.

Vários desafios se apresentaram. “Eu aprendi a fazer, fazendo”, confessa, de bom humor, Lineu Bravo. Ele nunca leu um livro sequer sobre a arte da luthieria, nunca fez cursos, nunca trabalhou com outro luthier e muito menos tinha entrado em uma fábrica de violão quando começou. Com mãos já habilidosas para mexer com madeira, Lineu tentou entender a função de cada parte do violão e juntando isso com o ouvido apurado, desenvolveu o que tem hoje, a marca de violões Lineu Bravo. “Eu não entendia a lógica da acústica do instrumento. Então, eu peguei um violão e tirei mais ou menos as medidas e tentei entender porque aquelas coisas tinham aquele formato”, relembra o luthier. “O maior desafio foi tentar conseguir a sonoridade que eu queria, utilizando os materiais que eu tinha”.

Ele escolheu Taubaté para se instalar e fabricar violões. Para ele, a cidade do Vale tem qualidade de capital e tranqüilidade de interior, num ponto geográfico estratégico, próximo à Rodovia Presidente Dutra que liga São Paulo ao Rio de Janeiro. O sucesso de Lineu está na preocupação com os pequenos detalhes, isso faz com que seus instrumentos sejam de ótima qualidade. “É preferível um violão com bom material feito por um luthier excepcional do que um material excepcional feito por um luthier mais ou menos”, opina o talentoso fabricante de violões, bandolins e cavaquinhos.

O profissional sempre trabalhou sozinho, não tem coragem de deixar ninguém responsável por uma parte sequer na montagem do violão, cada detalhe é importante, e só ele sabe todos os ajustes e processos necessários. Lineu adora ter o feedback dos clientes, pois é com as críticas que consegue aprimorar seu trabalho.

Um cuidado muito importante é manter a madeira longe da umidade. No local onde ele faz a fabricação, possui uma sala especial com um desumidificador de ar, onde fica armazenado o seu material de estoque e onde acontecem alguns processos de colagem e de pintura dos instrumentos. Em seus 12 anos de carreira, o luthier já fabricou cerca de 400 instrumentos, sendo que cada um demora entre dois a três meses para ficar pronto. Esses detalhes fazem com que cada vez mais músicos procurem luthiers, pois na linha de montagem em um fábrica de instrumentos não existem esses cuidados perfeccionistas que os grandes expoentes da música brasileira procuram.

Ao digitar “luthier” no buscador mais famoso da internet e encontrar o site de Lineu, dá para ler, no mesmo link, depoimentos de vários músicos de renome. Chico Buarque, por exemplo, escreveu assim: “O violão do Lineu Bravo é o de minha estimação. Além de bonito toda a vida, é violão compositor”. Já Guinga deixou o registro: “O Lineu é a grande revelação da construção do violão. Ele ascendeu muito rapidamente e estará brevemente entre os melhores do mundo. É um gênio”.

E este trabalho é reconhecido pela cidade de Taubaté. Em agosto, Lineu foi homenageado na Casa do Figureiro, em solenidade da Câmara Municipal de Taubaté, no Dia do Folclore. “No primeiro momento, eu fiquei surpreso pelo convite; no segundo momento, eu fiquei surpreso por ser pelo Dia do Folclore. Então, eu pensei: Será que eles estão confundindo mula-sem-cabeça com mula-sem-cabelo?”, brinca Lineu. “Mas o folclore é cultura popular e eu sou um cara que trabalha em função da música popular”.

A profissão de luthier é clássica, artesanal e exótica. Mesmo assim, Lineu não deixou de usar a tecnologia a favor de seu trabalho. Por não gostar muito de mexer na internet, contratou um profissional para fazer sua página no Facebook, além de um site, vídeos no Youtube e um blog. “As redes sociais potencializam o grande talento do luthier”, afirma Kelly Nagaoka, dona da empresa Nagaoka Mídias Sociais, que presta serviço de assessoria digital a Lineu Bravo. Kelly admite que, para esse tipo de trabalho, é preciso ter bastante cuidado quanto ao conteúdo postado. “O cuidado é na pesquisa do conteúdo que não é comum em nosso dia a dia, isso exige um maior estudo de quem escreve para as redes sociais de Lineu”, afirma a empresária.

Lineu leva hoje uma vida tranquila, está em “um relacionamento sério”, trabalha em horário comercial, pratica atividades físicas, fabrica violão – mas não toca – e quem quiser encomendar um Lineu Bravo terá que esperar mais ou menos um ano para receber seu instrumento exclusivo e feito sob medida. Uma vida normal para quem tem uma profissão tão exótica.

Para o futuro, Lineu deseja continuar trabalhando e se aperfeiçoando na arte da luthieria. Agora, se alguém quiser saber quanto custa um violão Lineu Bravo, vai ter que começar procurando o luthier no Google.

Detalhes da matéria

O luthier foi escolhido para ser o personagem do perfil escrito pela aspirante jornalista Alessandra Maria, estudante de Jornalismo da Universidade de Taubaté. A reportagem de uma página publicada no dia 27 de setembro, no Diário de Taubaté, detalha bem o trabalho do profissional que constrói violões artesanalmente e também um pouco da personalidade de Lineu.

“Fiquei impressionada com o humor dele. Durante a entrevista ele fez várias piadinhas, deixou um clima agradável, descontraído. E ele é muito simpático, gosta de falar, fala bem, quando temos uma boa entrevista, temos uma chance bem maior de ter uma boa reportagem”, comenta Alessandra.

A futura jornalista ficou sabendo do trabalho de Lineu Bravo em uma palestra na faculdade, conduzida pela jornalista em mídia social Kelly Nagaoka, da Nagaoka Mídias Sociais, que é assessora digital de Lineu e o tem como um dos seus clientes de sucesso, principalmente após o site Lineu Bravo sido eleito como o melhor site institucional do Vale do Paraíba pelo Prêmio Lettering.

O Vale Repórter é um espaço cedido pelo Diário de Taubaté para os estudantes do segundo ano de Jornalismo da Unitau produzirem matérias sobre o cotidiano e curiosidades da cidade.

Por  Mayara Fujikake

- Facebook do Diário de Taubaté com a capa de 27/09/2013

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Jornal O Vale: "Música: Pura arte e intuição"

Lineu Bravo, de Taubaté. Crédito: Fernando Mori Miyazawa

Reportagem sobre o trabalho de Lineu Bravo Luthier, no jornal O Vale, de 28 de maio:

Foram diversos trabalhos ao longo da vida: professor de inglês, dono de agência de propaganda, empregado de empresa de importação e exportação, entre outros.

Mas o que falou mais alto foi o hobby que sempre tivera e começou na infância: o menino que tinha uma marcenaria no quintal de casa — o pai era o dono — e fazia brinquedos de madeira, mais tarde começou a construir instrumentos por diversão e sem compromisso, até virar luthier profissional.

O morador de Taubaté Lineu Bravo, hoje com 48 anos, é conhecido nacionalmente por construir violões, embora também faça cavaquinhos, bandolins e viola caipira.

Um de seus mais novos clientes é João Bosco. O violonista, cantor e compositor passou pela cidade no mês passado, conheceu o violão de Lineu, apaixonou-se e já fez sua encomenda. Também apreciam seus instrumentos a cantora Ana Carolina e um dos maiores violonistas brasileiros, Yamandu Costa.

“O mais importante para mim é que o mesmo cuidado, a mesma dedicação, a mesma qualidade de madeira que uso para fazer para um famoso eu uso para fazer para um músico desconhecido. É meu nome e meu ideal de instrumento que coloco no trabalho”, afirma.

Autodidata. Todo nível de qualidade do luthier, que chama atenção também de grandes nomes da música, veio somente do dom e da dedicação de Lineu. Ele nunca fez um curso ou leu algum livro sobre construção de instrumentos.

Fez seu primeiro cavaquinho aos 14 anos — que tocava desde os 10, já que sua “praia” é o chorinho — e, desde então, fazia instrumentos só por hobby. Somente há 12 anos, diante de um período em que esteve desempregado, se deu conta que essa diversão poderia ser também a sua profissão. E deu muito certo.

Apropriou-se, comprando equipamentos mais adequados e firmando sua oficina em espaços melhores. Procurando sempre o que tem de errado e pode ser melhor em sua “obra de arte”, Lineu conta que procura aprimorar o trabalho o tempo todo. Ele tem uma fila de espera hoje que dura de10 a14 meses, o que faz com que o cliente sempre pegue um violão melhor do que o que ele havia testado.

Achado no mapa. Lineu é sorocabano. Casou-se e viveu em cidades de Minas Gerais.

Depois que separou-se da mulher, há cinco anos, resolveu mudar da cidade. Queria morar na beira da Dutra, em São Paulo, mas fugir da cidade grande. Encontrou então em Taubaté o que buscava. “Foi amor à primeira vista. É uma cidade que permite qualidade de vida no dia a dia”, diz.

Por Flávia Marreira

- Matéria “Música: Pura arte e intuição” no site do O Vale