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Lineu Bravo, o luthier que faz violão de ouvido 

Chico Buarque, Ana Carolina, Yamandu Costa, Guinga, Marcus Tardelli, Marco Pereira, Ulisses Rocha, Hamilton de Holanda, Ângela Muner, Daniel Santiago, Rogério Caetano, Mauricio Carrilho, Luciana Rabello, João Lyra, Oscar Ferreira, Alessandro Penezzi, Juarez Moreira, Fernando César, Jayme Vignoli, Flávio Apro, Giacomo Bartoloni, Swami Jr., Rosa Passos, Zé Paulo Becker e todo o Quarteto Maogani têm mais em comum do que o fato de serem músicos: todos eles possuem um violão de Lineu Bravo, luthier de Sorocaba que vive desde 2008 em Taubaté.

- Saiba mais na matéria da ar.v Cultural

Luthier Lineu Bravo e a arte de construir cavaquinhos

O violão não é a única obra do luthier Lineu Bravo, outro instrumento que ele constrói com maestria é o cavaquinho. O processo, que é semelhante ao da construção de um violão, requer maior minuciosidade e delicadeza, por conta das pequenas peças que compõem o instrumento. Os detalhes na produção são essenciais para garantir ao cavaquinho o equilíbrio perfeito.

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O cavaquinho tem um significado especial para Lineu Bravo: “O cavaquinho é um instrumento pelo qual eu tenho um carinho muito especial, já que foi primeiro instrumento que eu comecei a tocar quando eu tinha 10 anos de idade e também o primeiro instrumento que construí na minha adolescência”, explica o luthier.

A construção do cavaquinho marcou o início da carreira do luthier, que conta a importância dessa experiência: “A primeira experiência que tive com construção de instrumento foi com o cavaquinho. Como era um instrumento que eu tocava, acabei construindo outros cavaquinhos. Fazia esse instrumento por hobby e foi assim que adquiri total intimidade com a arte da construção de instrumentos”.

Segundo o luthier, construir cavaquinhos foi uma grande escola: “O cavaquinho, por ser menor e mais delicado e possuir uma caixa acústica menor, requer muito mais cuidado e atenção. Para conseguir um padrão sonoro e de equilíbrio é necessário um nível de atenção muito maior. O cuidado requerido na construção do cavaquinho é muito maior do que em outros instrumentos. É por essa razão que ao construí-lo, você se prepara melhor para fazer instrumentos que possuam uma caixa acústica maior, que naturalmente vão te dar mais opções de timbre e de som”, explica Lineu.

Lineu Bravo explica a dificuldade de se obter uma afinação perfeita em um instrumento como o cavaquinho: “O cavaquinho é muito delicado, é muito difícil construir um instrumento deste com uma afinação perfeita”.

Dominando a arte de se construir cavaquinhos, domina-se a arte de construir todos os outros instrumentos: “A partir do momento em que descobri a fórmula de fazer uma afinação perfeita no cavaquinho, ficou bem mais simples construir outros instrumentos, uma vez que eu já tinha aprendido o princípio com um instrumento crítico”, explica o luthier Lineu Bravo.

Sobre Lineu Bravo

Lineu Bravo é luthier autodidata, apreciador de boa música. Desde cedo, desenvolveu intimidade com a madeira na marcenaria do pai. Construiu o primeiro instrumento aos 14. Desde então, seus violões, cavacos, bandolins e violas têm ido parar nas mãos de grandes músicos. Guinga, Zélia Duncan, Marcus Tardelli, Marco Pereira, João Bosco, Yamandú Costa, Chico Buarque, Ulisses Rocha, Hamilton de Holanda, Ângela Muner, Rogério Caetano, Mauricio Carrilho, Luciana Rabello, João Lyra, Mauricio Marques, Edson Lopes, Alessandro Penezzi, Juarez Moreira, Fernando César, Jayme Vignoli, Flávio Apro, Giacomo Bartoloni, Swami Jr, Rosa Passos, Ana Carolina, Zé Paulo Becker, Douglas Lora e todos os integrantes do Quarteto Maogani são alguns deles.

Informações

A oficina de Lineu Bravo Luthier está localizada em Taubaté, na região do Vale do Paraíba, a 130 quilômetros de São Paulo.

Informações: lineu@lineubravo.com.br

 

 

Músico argelino Karim Tariket toca mandole construído pelo luthier Lineu Bravo

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O luthier Lineu Bravo construiu para o músico argelino Karim Tariket um mandole, também conhecido como bandola argelina, com tampo em cedro canadense, fundo em jacarandá indiano e escala em ébano.

Karim conta como conheceu o trabalho de Lineu: “Eu trouxe para o Brasil um mandole da Argélia, porém ele deu problema no braço. Comecei então a pesquisar um luthier na internet e achei o contato do Lineu. Então liguei pra ele! Como ele não fazia manutenção, perguntei se ele conseguia fazer um novo pra mim e mandei fotos do meu mandole. O Lineu disse que conseguia e fez!
Também vi os vídeos dele no YouTube e gostei muito”.
O músico argelino contou um pouco sobre esse instrumento típico de seu país de origem: “O mandole é um instrumento original da Argélia, utilizado principalmente na música popular de lá, que se chama chaabi. Hoje em dia,  ele é utilizado em vários estilos musicais”.
Karim começou a carreira tocando chaabi, música popular da Argélia: “Também fiz parte de um grupo que tocava uma mistura de estilos: chaabi e reggae. Atualmente, estou preparando um novo disco com meu amigo Rangel Cruz”.

 

Sobre Lineu Bravo

Lineu Bravo é luthier autodidata, apreciador de boa música. Desde cedo, desenvolveu intimidade com a madeira na marcenaria do pai. Construiu o primeiro instrumento aos 14. Desde então, seus violões, cavacos, bandolins e violas têm ido parar nas mãos de grandes músicos. Guinga, Zélia Duncan, Marcus Tardelli, Marco Pereira, João Bosco, Yamandú Costa, Chico Buarque, Ulisses Rocha, Hamilton de Holanda, Ângela Muner, Rogério Caetano, Mauricio Carrilho, Luciana Rabello, João Lyra, Mauricio Marques, Edson Lopes, Alessandro Penezzi, Juarez Moreira, Fernando César, Jayme Vignoli, Flávio Apro, Giacomo Bartoloni, Swami Jr, Rosa Passos, Ana Carolina, Zé Paulo Becker, Douglas Lora e todos os integrantes do Quarteto Maogani são alguns deles.

Informações

A oficina de Lineu Bravo Luthier está localizada em Taubaté, na região do Vale do Paraíba, a 130 quilômetros de São Paulo.

Informações: lineu@lineubravo.com.br

 

Detalhes da carreira do músico Julio Lemos, cliente de Lineu Bravo

Foto: Rafaella Pessoa

Foto: Rafaella Pessoa

O músico Julio Lemos é violonista, compositor, arranjador e professor de música da UFG. Ele adquiriu seu violão construído pelo luthier Lineu Bravo, um sete cordas de náilon, escala elevada, tampo de cedro, em 2013 e ficou sabendo do trabalho do luthier através do Rogério Caetano e Marco Pereira, que usam violões do Lineu.

Julio deixou um carinhoso depoimento sobre o 7 cordas construído por Lineu Bravo: “O violão que uso produzido pelo Lineu é um sete cordas de nylon, escala elevada, tampo de cedro. É um instrumento de ótima qualidade em vários aspectos, quanto ao timbre, na minha percepção o violão tem uma sonoridade característica peculiar ideal para a interpretação de música brasileira, pois remete ao timbre de violões utilizados por Rafael Rabelo, Baden Powell e Marco Pereira. É um instrumento que possui uma intensidade sonora alta, o que facilita o toque da mão direita pois não é necessário imprimir muita força para extrair a sonoridade desejada, O violão tem uma mecânica que facilita a parte técnica com um braço em escala elevada, observo que as cordas são bem próximas ao braço o que facilita a ‘tocabilidade’ da mão esquerda. É um instrumento ideal tanto para o solo como para o acompanhamento, atualmente uso o captador Carlos Juan, um captador fabricado na Alemanha, instalado pelo Paulo Belinati, que traduz bem o timbre original do violão acústico.”

 

Sobre a carreira de Julio Lemos

Julio Lemos iniciou seus estudos musicais aos treze anos de idade. Formou-se no curso de Música na escola Veiga Valle, na classe do Prof. Clévio (GO), em 2004.

É formado pela Universidade Federal de Goiás, no curso Licenciatura em Instrumento Musical, Habilitação em Violão.

Atua como professor de música (instrumento violão), desde 2003, com aulas particulares e em escolas de música.

Já se apresentou em várias cidades do Brasil e no exterior, tais como Lisboa (Portugal), Barcelona (Espanha) e Berlin (Alemanha). O repertório tem como enfoque a música popular brasileira com obras de compositores, como Villa Lobos, Radamez Ganattali, Garoto, Guinga, Badem Powel, Asttor Piazzola e Marco Pereira.

Atua desde 2006 como instrumentista acompanhador nos estilos Samba e Choro e Bossa-Nova, acompanhando cantoras intérpretes e solistas do estilo.

O músico é integrante do grupo de música instrumental brasileira “Brasil in Trio” composto também pelos músicos Everton Luiz e Diego Amaral. O grupo tem como foco interpretação vários gêneros da música popular brasileira: o Choro, Baião, Maracatu, Samba e Bossa Nova. O grupo também já se apresentou na França, no clube do choro de Paris, na Suíça, em Zurique, e Barcelona.
Julio Lemos é também compositor e arranjador.

Possui a titulação de Mestre pela Universidade Federal de Goiás. Concomitante à atuação como performer em música clássica e popular, também atua como pesquisador e professor efetivo de música na Escola de Música e Artes Cênicas da Universidade Federal de Goiás.

Para mais informações, acesse o site de Julio Lemos.

 

Sobre Lineu Bravo

Lineu Bravo é luthier autodidata, apreciador de boa música. Desde cedo, desenvolveu intimidade com a madeira na marcenaria do pai. Construiu o primeiro instrumento aos 14. Desde então, seus violões, cavacos, bandolins e violas têm ido parar nas mãos de grandes músicos. Guinga, Zélia Duncan, Marcus Tardelli, Marco Pereira, João Bosco, Yamandú Costa, Chico Buarque, Ulisses Rocha, Hamilton de Holanda, Ângela Muner, Rogério Caetano, Mauricio Carrilho, Luciana Rabello, João Lyra, Mauricio Marques, Edson Lopes, Alessandro Penezzi, Juarez Moreira, Fernando César, Jayme Vignoli, Flávio Apro, Giacomo Bartoloni, Swami Jr, Rosa Passos, Ana Carolina, Zé Paulo Becker, Douglas Lora e todos os integrantes do Quarteto Maogani são alguns deles.

Informações

A oficina de Lineu Bravo Luthier está localizada em Taubaté, na região do Vale do Paraíba, a 130 quilômetros de São Paulo.

Informações: lineu@lineubravo.com.br

 

Raphael Gimenes toca violão Lineu Bravo pelo mundo

Raphael Gimenes e seu violão Lineu Bravo em Titicaca, lago localizado no Peru

Raphael Gimenes e seu violão Lineu Bravo em Titicaca, lago localizado no Peru

Raphael Gimenes, músico brasileiro e cliente do luthier Lineu Bravo, atualmente mora na Dinamarca, é também compositor, violonista e cantor.

Em agosto, o músico parte para uma turnê no Japão com o instrumento feito pelo luthier Lineu Bravo: “Esse violão que o grande Lineu fez para mim está me dando muitas alegrias por aqui na Europa. Também estou gravando novas canções com ele, que provavelmente serão usadas no meu próximo disco”, conta Raphael.

Raphael Gimenes adquiriu o violão Lineu Bravo em julho de 2017, quando em sua última passagem pelo Brasil, passou por Taubaté, cidade em que o luthier reside e possui sua oficina de trabalho.

O músico conta que estava buscando um violão novo em 2014: “Estava passando um semestre no Brasil, em Belo Horizonte, e fiquei sabendo que o violão dele era o melhor. Mas naquela época não foi possível, por isso tive que esperar um pouco até 2016, quando encomendei o violão.”

O músico deixou um pequeno depoimento sobre seu violão Lineu Bravo:

“O violão do Lineu é magistral, o melhor que já tive. O som reverbera muito bem, e os harmônicos deixados por cada nota, cada acorde, são cristalinos, ecoam nos ouvidos e no coração de quem ouve por muito mais tempo que em outros violões.”

Raphael Gimenes e seu violão Lineu Bravo na Bolívia

Raphael Gimenes e seu violão Lineu Bravo na Bolívia

Carreira de Raphael Gimenes 

 Raphael Gimenes vive na Escandinávia há mais de 10 anos. Seu primeiro disco, “Raphael Gimenes & As Montanhas de Som”, que é vendido em vários países na Europa e na Ásia, foi eleito como o “melhor disco brasileiro” de 2016 na Holanda e como “uma obra-prima conceitual” no Japão. Além disso, esteve entre os 10 melhores discos de 2016 no respeitado site musical holandês Written in Music. A música, que combina elementos do folclore brasileiro com harmonias modernas, leva o ouvinte para dentro das montanhas e das selvas do Brasil que ele deixou há tanto tempo. As canções do disco foram descritas como “tão rica e brilhantemente coloridas, que tocam o seu coração” (revista Jazzism), e que criam “um mundo quase idílico […] a partir de um folk-jazz brasileiro e introspecção poética” (Pop Magazine Heaven).

Sobre Lineu Bravo

Lineu Bravo é luthier autodidata, apreciador de boa música. Desde cedo desenvolveu intimidade com a madeira na marcenaria do pai. Construiu o primeiro instrumento aos 14. Desde então, seus violões, cavacos, bandolins e violas têm ido parar nas mãos de grandes músicos. Guinga, Zélia Duncan, Marcus Tardelli, Marco Pereira, João Bosco, Yamandú Costa, Chico Buarque, Ulisses Rocha, Hamilton de Holanda, Ângela Muner, Rogério Caetano, Mauricio Carrilho, Luciana Rabello, João Lyra, Mauricio Marques, Edson Lopes, Alessandro Penezzi, Juarez Moreira, Fernando César, Jayme Vignoli, Flávio Apro, Giacomo Bartoloni, Swami Jr, Rosa Passos, Ana Carolina, Zé Paulo Becker, Douglas Lora e todos os integrantes do Quarteto Maogani são alguns deles.